O jeito “mineirim” de se fazer um grande espetáculopor Adolfo Ferrazadolfo.ferraz@geleiageral.com.br
E quando se fala “em casa” é realmente no aconchego de Uberlândia, onde o cantor nasceu e realizou a grande produção. Apesar de muitos torcerem o nariz para o moço, por questões mais pessoais, Alexandre Pires chegou de mansinho para ecoar. E ecoou em 23 faixas. Ivete Sangalo é co-diretora do projeto que vingou e repete a dobradinha no palco. Algumas dançarinas do corpo de balé do “Faustão” foram chamadas especialmente para dançar para o mineirinho, mesmo em que alguns momentos viu-se encenações e coreografias de shows de Beyoncé Knowles. Os duetos inusitados, como o do sertanejo Daniel e da funkeira Perlla, ficaram arrojados. Com a carioca, a canção “Te Amar Sem Medo” ganhou ritmo. A maravilhosa Marrom, ou melhor, a diva do samba Alcione, estava bem. Não, ótima. Fez uma bela apresentação ao lado de Alexandre Pires, mas não o dever de casa: decorar a letra da música. Não fez feio. Houve até uma dupla de africanos muita swingada. Direto de Angola, Yola Araújo e Anselmo Ralph deram um gingado para a novata “A Deus Eu Peço”. Em “Alexandre Pires – Em Casa Ao Vivo”, o músico é diretor artístico e musical (com Cláudio Rosa). A direção de iluminação estava de bom agrado. O figurino deixou a desejar. Em quase duas horas de show, o cantor fez apenas três trocas de roupa. Isto é, jogou uma roupa sobre a outra e estava simples demais. Mas o DVD explica por quê ele é tão aclamado entre os latinos. É, sim, de dar orgulho. Serviço
|