O lado excêntrico de Lauryn Hill 

por Graziela Chicalé
graziela@geleiageral.com.br

Foto: Divulgação
19-06-07 - Que Lauryn Hill é realmente uma diva, nós já sabemos. No entanto, o termo "diva" também carrega seu lado um tanto negativo. Foi bem fácil perceber isso no show que a cantora americana fez na última quinta-feira (14), em São Paulo. A apresentação teve atraso de 1h30 (com início anunciado para as 22h, só começou às 23h30), e Lauryn dava broncas constantes em sua banda (o baterista, especialmente, sofreu com as ordens para acelerar ou diminuir o ritmo), uma excentricidade um tanto forçada.

Ainda bem que houveram vários pontos positivos também. O principal, aquela espécie de magnetismo que só as divas têm. Sua simples presença no palco já incendiou o público que lotou o Tom Brasil. Quem estava impaciente, morrendo de calor e apertado pelo excesso de gente na casa, esqueceu de tudo isso na hora.

O início do show foi bastante energético, graças à excelente banda (dez músicos e mais três backing vocals) e à vitalidade da cantora. De boné e sobretudo brancos, a cantora não ligou para a alta temperatura e dançou por todo o palco.
Depois de uns 40 minutos de apresentação, o ritmo começou a diminuir. Apareceram então algumas baladas, um bloco de músicas de Bob Marley e, para a alegria da platéia, várias canções do Fugees.

Pena que, nessa hora, muita gente já tivesse desistido do show, em busca de ar fresco ou de um lugar para sentar. Algumas longas pausas entre uma música e outra (em que, provavelmente, Lauryn estava chamando a atenção da banda) também não ajudaram. Quem esperou, no entanto, foi altamente recompensado.

Os dois maiores sucessos da cantora, "Killing Me Softly" e "Doo Wop (That Thing)", foram guardados para o bis, assim como a nova "Loose Myself", que acaba de sair na trilha do desenho animado Surf's Up.

Lauryn (ou melhor, Ms. Hill, como ela exige ser chamada) encerrou sua passagem pelo Brasil no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, com muitas exigências e muitos aplausos.

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