Livro conta a trajetória de Fernando Faro, ícone da música e da televisão brasileira

por Luiz Machado
luiz@geleiageral.com.br

18-12-07 - Em tempos de qualidade televisiva (e às vezes musical) em queda abissal, vale a pena lembrar de Fernando Faro. Produtor de programas antológicos (Móbile, Ensaio e MPB Especial, entre outros), onde nasceram e floresceram grande parte da fina flor da MPB, Fernando Faro chegou aos 80 anos e recebeu os amigos para uma descontraída sessão de autógrafos do livro “Baixo – Homenagem ao Maior Produtor da MPB na Televisão”, no bar Genial, em S. Paulo, na última terça-feira, 11 de dezembro.

O livro (infelizmente não disponível para venda), editado pela Fundação Padre Anchieta, é uma delícia. Causos e mais causos deste grande protagonista da cultura brasileira e textos de alguns amigos de “pequena monta”: Chico Buarque, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Julio Medaglia e Mino Carta.

Em “Baixo” - era como ele chamava todo mundo, independente da estatura, do cargo, da situação - muitas fotos legais (e antigas) de grandes nomes da nossa música: Caetano nos tempos das longas madeixas, João Gilberto sem terno, Marcos Valle com cara de bebê, Fagner parecendo “che” Guevara, além de textos do próprio Faro, falando “da vida, de coisas assim...”Muitas fotos legais (e antigas) de grandes nomes da nossa música: Caetano nos tempos das longas madeixas, João Gilberto sem terno, Marcos Valle com cara de bebê, Fagner parecendo Che Guevara, além de textos do próprio Faro, falando “da vida, de coisas assim...”

Já que o livro não estará à venda, resta-nos o melhor: é possível comprar alguns programas Ensaio no site www.culturamarcas.com.br. Estão lá Elis Regina, Cartola, Djavan, Nara Leão, entre outros. E a marca registrada de Fernando Faro: o enquadramento super fechado, com teleobjetivas, focalizando o dedo, o olho, o copo d’água, o pé, nunca o óbvio. Em branco e preto de altíssimo contraste, luz dura, poesia visual, visceral, lindo. E a voz de Faro sempre sem ser ouvida, apenas um fio, uma réstia, apenas conduzindo, guiando o artista na entrevista-monólogo, que fazia tudo ali de improviso, sem ensaio, para o registro único, ímpar, eterno. Se você por acaso não viu, fala sério ...

Faro, parabéns!!!

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