Chega de impostos! Precisamos de Bolsa-Balada
por Adolfo Inácio
adolfoinacio@geleiageral.com.br
31-10-07 - Mais um mês de cálculos e mais cálculos. Só pego o meu salário para nos despedir e depois cada um segue o seu rumo. O meu, para casa do vizinho chorar mais um empréstimo. O dele, para as mais diversas dívidas que me consomem. Não sou anti-social, só não me sobra grana para freqüentar os ambientes que meus amigos costumam estar. Tudo tem que pagar. Mas como, se mal me sobra um extra para condução?
Nosso país já está assolado de tantos projetos de ajuda de custo. Antes funcionassem. É Bolsa disso, é Bolsa daquilo. E por quê não uma Bolsa-Balada? Seria uma espécie de passaporte livre em boates, com direito a descontos em bebidas, zerando custos de outros serviços das casas noturnas. Claro que, como em outras Bolsas, não são todos que terão acesso ao benefício. O melhor a se fazer é avaliar a quantidade e o valor total dos impostos pagos, sem esquecer de medir o nível de stress de cada cidadão que só vive para pagar seus impostos.
Lazer, hoje em dia, requer gastos, independente do lugar que se vá. Despesas estas que pesam no bolso – claro que no seu, já que o excelentíssimo Lula não vai assumir suas contas –, pois tudo está superfaturado neste país. Como pagar R$ 0,30 em um pão francês? E o preço do leite que tem avançado feito um trem bala? Isso porque agora foi contaminado por vários fabricantes. Ou consumimos produto (caro) infectado ou nos divertimos. E, para nos divertir, precisamos de cota, ou melhor, de Bolsa-Balada.
Queremos poder entrar numa casa noturna sem nos preocupar com a comanda, com a quantidade de pedidos etc. Com o Bolsa-Balada, não preciso inventar desculpa para não agitar com os amigos, senão a minha frustração fará com que eu comece a ferver nos churrascos pós-peladas na casa do vosso presidente Lula, bem acompanhado das famosas caipirinhas presidenciais.
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