Brasileiro, moreno, alto, bonito e sensual encanta a China e o mundo

por Adolfo Inácio
adolfoinacio@geleiageral.com.br

Mister Brasil Mundo teve de perder 15 quilos em apenas um mês para participar do concurso

Foto: Divulgação
11-07-07 - Lucas Gil atualmente é o brasileiro mais bonito do mundo, tem coincidências curiosas com a nova Miss Brasil, Natália Guimarães: ambos têm 22 anos, conquistaram o segundo lugar sem seus respectivos concursos de beleza (Mister Mundo e Miss Universo 2007), foram envolvidos em polêmica por conta de candidatos orientais e tem como símbolo sexual a atriz Angelina Jolie.

O jovem de Votuporanga (interior de São Paulo) foi convidado a representar o Estado do Pará no Mister Brasil sob a condição de emagrecer cerca de 15 quilos de massa muscular, em uma “dieta incorreta”, para se adequar ao perfil de um mister. Além disso, passou por um curso intensivo de inglês e teve noções de artes marciais para representar o Brasil na China, em março deste ano. Porém, deixou escapar o título para o espanhol Juan García Postigo, modelo e apresentador de TV em seu país. O segundo lugar lhe rendeu um troféu, uma verba para viagens nacionais, roupas e um prêmio em dinheiro no valor de US$ 4 mil.

Geléia Geral – Assim como a Miss Brasil Natália Guimarães, você também ficou em segundo lugar no Mister Mundo. Esperava chegar tão longe?
Lucas – Eu esperava representar bem o meu país lá. Ficar entre os finalistas, sabe? Entre os dez. Você sempre tem que ter uma expectativa, um ponto de apoio. Mas, para te falar a verdade, chegar em segundo, eu não esperava não, porque tinha muita gente bonita, muito bem preparada. Então, a gente fica com um pouco de receio num concurso desse padrão.
G.G – Enfrentou dificuldades ou complicações lá na China?
Lucas – Dificuldade, não. Eu sou uma pessoa de fácil comunicação, fiz amizade com o pessoal mais latino e conheci o espanhol (Juan García Postigo, Mister Espanha) que ganhou o concurso, merecidamente. Um rapaz de índole muito boa, que mereceu ganhar mesmo. Realmente, ele foi melhor que nós todos.

G.G – Você não merecia mais do que ele?
Lucas – Quando você perde para um candidato que foi melhor do que você, não tem porquê ficar com receios, ficar magoado assim. Para mim, foi tudo ótimo.

G.G – E quais são os benefícios oferecidos ao segundo lugar?
Lucas – Eu ganhei roupas, viagens e um prêmio de US$ 4 mil.

G.G – Viagens para onde?
Lucas – Olha, eu nem sei para onde é. É uma quantia em dinheiro para você viajar aqui dentro do país mesmo. Nada fora do país.

G.G – Por que o Mister Mundo não repercute tanto aqui no Brasil quanto o Miss Universo?
Lucas – Por ser um concurso novo, que vem de 1996 ou 97 para cá, ele não tem tanta repercussão no Brasil. Mas, em outros lugares pelo o que eu vi lá (na China), os misters são famosos em seus países. Aqui (a imprensa brasileira) não destaca.

G.G – Você acompanhou o Miss Universo deste ano?
Lucas – Acompanhei, achei bem bacana. Aliás, a brasileira Natália é muito bonita. Ainda não a conheço, mas devemos nos conhecer logo em algum evento.

G.G – Achou injusta a derrota dela para a Miss Japão?
Lucas – Eu sou brasileiro, né? Mas lá, quem está avaliando aquilo ali... Têm vários tipos de beleza no mundo. Então, tem que ter uma beleza oriental, uma beleza africana. Com certeza, a beleza latina será uma beleza geral ali, sempre vai se destacar, como a Miss Venezuela. Nossa beleza latina é melhor para nós do que para outros. É uma beleza diferente. Mas temos que destacar a beleza que tem no mundo inteiro. Então, deve-se chegar num resultado harmônico para todo mundo. A beleza oriental é diferente. Se não ganhassem, eles (os japoneses) poderiam falar: “Ah, então não vamos mais participar, porque não somos bonitos”.

G.G – Mas o fato de alguns jurados serem compatriotas do vencedor não tira a credibilidade do concurso?
Lucas – Eu acho que não fui prejudicado. Nos últimos três anos, o concurso só estava (sendo ganho) aqui na América do Sul. O último foi (o brasileiro) Gustavo Gianetti em 2003; antes foram um uruguaio e outro argentino. Dificilmente, eu não ganharia. Por isso, eu não esperava a segunda colocação. Então, foi muito justo sim. Não tive nenhum problema não.

G.G – E, coincidentemente, um oriental ficou em terceiro lugar no Mister Mundo 2007, na China.
Lucas – Aliás, um chinês (Lejun Tony Jiang). Aí deu controvérsia, ? O pessoal estranhou também só porque o concurso foi realizado lá. Eu avalio o concurso pela beleza. Ele é uma pessoa muito simpática, receptiva, recebeu a todos muito bem. Fez amizade com todos em geral. A prova dele no Talent Show foi a melhor. É claro que eu acho que tinham pessoas mais bonitas do que ele no concurso. Ficamos um mês lá na China sendo avaliados em provas esportivas, de talento, de resistência...

G.G – Como é a prova de resistência?
Lucas – A gente escalou uma montanha, corria na praia. Era bem bacana, bem divertido. Teve também artes marciais: Kung Fu, Tai Shi Shuan.

G.G – Mas você já praticava?
Lucas – Nada. Eu tive um mês para me preparar para o Mister Mundo.

G.G – Quantas vezes você esteve no Mister Brasil e por que participou?
Lucas – Só uma vez. Foi um convite. Eu tinha acabado de terminar a minha faculdade (de Nutrição) e recebi o convite do coordenador Padre Silvio, dizendo que eu tinha umas três semanas para me preparar. E eu era muito forte, estava bem grandão, sempre gostei de academia e tive que emagrecer 15 quilos.

G.G – Como emagreceu tudo isso em pouquíssimo tempo?
Lucas – Mas eram 15 quilos de músculo que eu tive que perder. Eu não era gordo. Então, fiz uma dieta que não era correta, de carboidratos. Não podia ter feito isso, mas fiz. Tive que me esforçar mais para conseguir uma boa colocação no Mister Brasil.

G.G – E o que você tem feito depois que voltou da China?
Lucas – Tenho feito vários eventos em alguns lugares no Brasil. Paralelo a isso, eu trabalho como modelo aqui em São Paulo. Mas quero fazer uma pós-graduação na minha área de Nutrição, depois um mestrado. Só não quero deixar de estudar.

G.G – A sua vitória aqui no Brasil e depois na China aconteceu de forma muito rápida. E a sua família, como lidou com isso tudo?
Lucas – Nossa! Ficaram emocionados demais. Foi impressionante tanto para mim quanto para eles. Eles (os meus pais) moram numa cidade pequena (Votuporanga, interior de SP) e todos ficaram muito felizes.

G.G – E você mora onde?
Lucas – Eu moro no Ibirapuera (zona sul de SP).

G.G – O que pretende fazer daqui para frente?
Lucas – Agora, quero me destacar como modelo, fazer um curso de teatro. Eu acho que você sempre tem que ter planos. A gente tem que sempre pensar para os lados, abrir um leque.

G.G – Recebeu proposta para posar nu?
Lucas – Ainda não. Mas eu não posso (posar nu) durante um ano (tempo de contrato com o Mister Brasil) e não pretendo também. Como mister, não me agrada posar nu. Não falo que nunca vou posar, mas, por enquanto, não é uma coisa que está nos meus planos.

G.G – O que o contrato te impede de fazer?
Lucas – Neste período, não posso ter filhos, posar nu, casar...

G.G – Mas pode namorar?
Lucas – Posso namorar.

G.G – E namora?
Lucas – Não, não namoro. Estou solteiro. Aliás, namorei durante seis anos e terminei no ano passado.

G.G – Faria tudo de novo?
Lucas – Acho que não. Já foi, tenho que começar a pensar para frente. O mais importante é a amizade que você cria no concurso. Fui para Curitiba e tenho um amigo lá; para Paraíba, outro amigo. No final, todo mundo sai ganhando.

G.G – Como é ser um representante do Nordeste?
Lucas – Eu sou de São Paulo, mas representei o Pará, que é um estado biônico. Mas é Brasil, então abracei a causa, sem problema algum.

G.G – Passa o seu tempo como?
Lucas – Gosto de música. Ouço house music, que é um estilo de música que estou sempre escutando. Mas gosto também de pop/rock e sou muito fã do (grupo) O Rappa.

G.G – É baladeiro?
Lucas – Eu gosto sim de sair de balada, mas tudo tem a sua hora. No meio da semana, tem muito casting e tal, então fica mais difícil.

G.G – Esporte?
Lucas – Pratico boxe.

G.G – Uma mulher sexy e um homem bonito.
Lucas – Angelina Jolie e Reynaldo Gianecchini.

G.G – Um ídolo.
Lucas – Betinho. Mesmo depois que soube que tinha Aids, ergueu a cabeça e continuou lutando e defendendo causas nobres.

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