O Incrível Hulk agrada fãs, crianças, jovens e até mulheres por Priscila Reis Miranda
Travellings e panorâmicas fazem da maior favela do mundo um lugar assustador, um verdadeiro labirinto, onde a caçada ao gigante verde ganha mais um capítulo. O filme começa com uma breve retrospectiva da história de Bruce Banner, cientista que acaba sofrendo acidentalmente os efeitos nefastos dos raios-gama e se transforma, quando nervoso, num monstrengo imenso e irascível. A procura desesperada pela cura faz do perfil deste personagem motivo de maior interesse. Trata-se de um herói que nega sua condição e tenta, a todo custo, retornar à sua vida cotidiana. Claro que ainda tem uma linda e frágil mocinha, por quem o coração do gigante bate mais forte. Para os espectadores brasileiros, algumas cenas parecem bastante estranhas e provocam risadas não-previstas pela produção. Não há quem acabe não achando graça de Norton falando português e tendo lições com um mestre de capoeira. Também é curioso que, o nosso autêntico guaraná, um líquido esverdeado, apareça amarelo na fita. E, ainda, que o herói saia correndo à noite do Brasil e acorde na Guatemala. Mas, vale o ingresso e ainda tem até cenas de luta com um adversário inesperado, o que fará, certamente, a alegria dos espectadores mais jovens. Engraçado é que o filme acabe também agradando as mulheres, por conta das cenas românticas, além de atrair também, mais do que os fãs dos quadrinhos, nostálgicos do seriado da TV dos anos 80. Mas há quem critique o uso da animação para o personagem principal e defenda, como na série, que Hulk bem que poderia ser um ator de carne e osso. O importante é que o longa se mantém fiel à história original e, com a chancela de Stan Lee, criador do personagem, é um dos lançamentos mais aguardados do ano, ao lado de O Homem de Ferro. São super-heróis da primeira linha do panteão da Marvel que, ao que parece, ainda povoarão, e muito, as telas do cinema. |