O Incrível Hulk agrada fãs, crianças, jovens e até mulheres

por Priscila Reis Miranda
pmiranda@geleiageral.com.br

18-06-08 - Hulk morando na favela da Rocinha, com direito a vira-lata, muito guaraná e até a uma paixonite por uma linda mulata? Parece brincadeira, mas não é. E, acredite, pode ser mais emocionante do que parece. O segundo filme de O Incrível Hulk traz aventura, romance, ação e até humor, o que deve agradar em cheio à legião de leitores da Marvel.

Travellings e panorâmicas fazem da maior favela do mundo um lugar assustador, um verdadeiro labirinto, onde a caçada ao gigante verde ganha mais um capítulo.
Com muitos efeitos especiais e um ótimo elenco, que reúne Edward Norton e Liv Tyler -com ótima química entre si-, promete ser ótima diversão para toda a família. Também os fãs de Norton verão nele um ótimo Bruce Banner, perfeito ao encarnar o cientista frágil, totalmente racional, que contrasta com o brutamontes que age por instintos.

O filme começa com uma breve retrospectiva da história de Bruce Banner, cientista que acaba sofrendo acidentalmente os efeitos nefastos dos raios-gama e se transforma, quando nervoso, num monstrengo imenso e irascível. A procura desesperada pela cura faz do perfil deste personagem motivo de maior interesse. Trata-se de um herói que nega sua condição e tenta, a todo custo, retornar à sua vida cotidiana. Claro que ainda tem uma linda e frágil mocinha, por quem o coração do gigante bate mais forte.

Para os espectadores brasileiros, algumas cenas parecem bastante estranhas e provocam risadas não-previstas pela produção. Não há quem acabe não achando graça de Norton falando português e tendo lições com um mestre de capoeira. Também é curioso que, o nosso autêntico guaraná, um líquido esverdeado, apareça amarelo na fita. E, ainda, que o herói saia correndo à noite do Brasil e acorde na Guatemala.

Mas, vale o ingresso e ainda tem até cenas de luta com um adversário inesperado, o que fará, certamente, a alegria dos espectadores mais jovens. Engraçado é que o filme acabe também agradando as mulheres, por conta das cenas românticas, além de atrair também, mais do que os fãs dos quadrinhos, nostálgicos do seriado da TV dos anos 80. Mas há quem critique o uso da animação para o personagem principal e defenda, como na série, que Hulk bem que poderia ser um ator de carne e osso.

O importante é que o longa se mantém fiel à história original e, com a chancela de Stan Lee, criador do personagem, é um dos lançamentos mais aguardados do ano, ao lado de O Homem de Ferro. São super-heróis da primeira linha do panteão da Marvel que, ao que parece, ainda povoarão, e muito, as telas do cinema.

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